quinta-feira, 24 de abril de 2014

Tecnologia digital: ferramenta de emancipação ou ameaça à liberdade de expressão?

   Em meio a atmosfera essencialmente capitalista em que vivemos, a expansão da tecnologia digital em nossas vidas é galopante. O desenvolvimento de aparelhos eletrônicos que desempenham cada dia mais funções, protagonizam o mercado do consumo, tornando possível aos usuários a integração instantânea com qualquer parte do mundo.Em face a linha tênue existente entre as facilidades e benefícios agregados a tecnologia, e os entraves originados do excesso desses mecanismos constrói uma dicotomia do poder.Vantagens e desvantagens travam um duelo sobre terrenos contemporaneos.
   Sem dúvida, o avanço da tecnologia digital abriu muitas portas.A exemplo de algumas empresas de grande porte, que já adotaram o uso de aplicativos que permitem a comunicação rápida e fácil dos funcionários, para marcar/desmarcar reuniões, compromissos, viagens, a fim de garantir uma otimização do tempo e da produtividade. Graças ao acesso digital, a distancia física e as barreiras culturais foram amenizadas, ao tornar possível uma maior proximidade entre pessoas que apesar de estarem geograficamente distante, podem compartilhar do mesmo tempo e espaço em uma mesma rede social ou aparelho digital.Os benefícios foram grandiosos! A tecnologia é uma ciência transformadora. Quando utilizada a favor da sociedade torna-se uma ferramenta poderosa e  precursora de bons frutos, facilitando nossos cotidiano.O grande desafio é utilizar o que de bom ela tem a nos oferecer sem que deixemos que essa força virtual nos controle e nos faça perder o senso de convivência.
  Não por acaso prega-se o equilibrio em todas suas vertentes quando o assunto é tecnologia, uma vez que quer se usufruir do melhor sem deixa-lo tornar-se um vício. Ao se tratar de tecnologia digital, é preciso deixar claro que por mais que pensemos que o que é divulgado tem um poder inofensivo, a proporção continua tendo alcance global.E não me hesito em dizer que, muito embora alguns usuários acreditem ter suas liberdade de expressão 'ameaçadas' quando sofrem algum tipo de censura ou repressao na internet, é mais do que necessário que haja uma constituição para os terrenos virtuais, afinal assim como as relações sociais possuem regras e limites, não deve ser diferente no terreno da internet só porque a ação é digital.


segunda-feira, 10 de março de 2014

Nos trilhos do espaço urbano

Em meio a atmosfera "tumultuada" dos grandes centros urbanos, o que era pra ser um ambiente de democratização do lazer tem sido palco de recorrentes situações de tensões sociais. Há poucos meses, a grande repercussão tomada por manifestações populares - marcada majoritariamente por um publico jovem - alimentou a tendência desse segmento em se reunir em nome de algum propósito.O fenomeno mais atual é o caso dos 'rolezinhos', encontros de jovens em shoppings da cidade em busca de interações, consumo e 'diversão'.Isso, de uma forma ou de outra, causou um entrave polêmico, liberdade e desordem se confundem, ameaçando a segurança do espaço urbano.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O medo de inovar e suas consequências na vida do sujeito

Assim como a lei que rege todas as coisas tende a direcionar o caos à ordem, existe uma tendencia natural e intrinseca ao homem, de buscar estabilidade, proteção e equilibrio para sua vida. O que não significa que desta forma estará garantindo o chamado "encontro com a felicidade", até porque manter-se refém da imobilidade por muito tempo, alem de ser sinonimo de comodismo é enganar a si mesmo. O mundo está em transito, as energias estao em transito, e nós também nos inserimos nessa engrenagem. Tudo muda a todo momento, e é essa a essencia da vida.Acontece que via de regra as pessoa temem às mudanças, seja por medo do desconhecido ou simplesmente por apego a zona de conforto.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Reparando os trilhos da infância

Em meio a atmosfera essencialmente capitalista que vivemos, cada vez mais a postura individualista do homem catalisa as patologias sociais.Desde os tempos ditatoriais, a presença do trabalho infantil evidencia a negligência do direito a infância, por parte de instituições e empresas ávidas por lucro.
Levando em conta a teoria existencial e determinista de Rosseau, que afirma que o homem é fruto do meio em que vive, uma criança privada de "ser criança" tem grande chances de se tornar um adulto sentimentalmente frio e com pouco senso de humanidade.Haja vista que o adulto de hoje é o produto das experiencias e valores adquiridos quando criança, o trabalho infantil dessacraliza a essência do universo lúdico do qual toda criança deveria estar inserida. 
Uma vez que o terreno da infância é forçosamente submetido ao amadurecimento precoce, através do trabalho explorador e fora de hora, inverte-se a ordem natural do desenvolvimento da criança, comprometendo assim o processo de edificação de um individuo adulto íntegro.Brincar,correr,cair, fantasiar.Toda criança tem o direito de conjugar intensamente esses verbos.É constitucional e necessariamente aplicável.
É de extrema importância, por fim, que órgãos legislativos de defesa a criança solidifiquem a fiscalização do trabalho infantil,lamentável realidade do teatro social, efetivando o que rege no Estatuto da Criança, que garante o direito à uma infância digna, feliz e fiel a sua verdadeira essência.
Lugar de criança não é na rua nem por trás de trabalhos braçais.
Permitir e assegurar que todas as fases da vida sejam vividas integralmente, sobretudo a infância, é um passo substancial para a construção de uma sociedade mais coerente e humana.



domingo, 20 de outubro de 2013

Fantasia: força motriz e/ou força alienadora?

 Saber discernir o universo das ideias daquele que constitui nossa realidade propriamente dita é o primeiro passo para poder caminhar seguramente nos trilhos da fantasia, sem que esta se torne a diretriz de nossas vivências. Em outras palavras, ter a capacidade de sonhar e idealizar metas é maravilhoso, essencial para o progresso humano, no entanto, permanencer constantemente em um universo paralelo, alegórico e fantasioso, nos faz perder a verdadeira noção do concreto, do que é real e do que somos em essência.
 Sem duvida, existe uma linha tênue entre o real e o imaginário, uma vez que tudo aquilo que existe hoje, já foi anteriormente protagonizado no campo das ideias. Isaac Newton, Santos Dummont e outras entidades que se tornaram célebres por suas grandes invenções, lançaram mão da imaginação para projetarem seus experimentos, produto do inconsciente. A fantasia é, um elemento poderoso e transformador, até porque no mundo tão mecanizado e cheio de intempéries que vivemos hoje, é confortável saber que ainda sim nos resta um 'universo das possibilidades', o qual nomeamos por imaginário, que nos permite traduzir nossos mais íntimos desejos e codifica-los em nosso plano mental.Isso alivia os problemas e torna a vida mais leve.
 Na medida certa, a fantasia é um instrumento catalisador, nos estimula a concretizar aquilo que ainda habita apenas em nossos pensamentos, e nos faz acreditar que é possível personifica-los.Sem ideais a serem alcançados, qual sentido teria a vida? Evidentemente, nenhum. A vontade humana de evoluir, ter sucesso pessoal, profissional e afetivo, provém, a principio, de uma idealização contruída no ambito mental, equacionado a partir da imaginação, da fantasia. Sonhar é acreditar na vida! "Tudo que a mente humana pode conceber, ela pode conquistar".

domingo, 26 de maio de 2013

Moralidade : fenômeno natural ou cultural ?

É engraçado pensar que desde pequenos somos forçosamente mergulhados em um 'mar de leis', as quais nos regem por toda a vida. "Use isso, não coma aquilo, se comporte dessa ou daquela forma". Somos literalmente lapidados pela 'fabrica do consenso', como denominou o professor e ativista Noam Chomsky, se referindo a força coercitiva da mídia sobre os referenciais adotados pelas massas. Somos manipulados o tempo todo, o que comemos, o que vestimos, aonde vamos. Discretamente são hábitos pré-construídos por uma esfera maior: a cultura. Uma vez me perguntaram o que era moral, e eu curiosamente não soube responder, até porque conceitos são 'entidades' determinadas pelo homem, e seja qual for o teórico que o estabeleceu, o fez baseado em referenciais adotados, princípios que lhe pareçam mais agradáveis, e assim por diante. No entanto, quem disse que existe uma verdade absoluta? O que é certo pra você há de ser certo pra mim? para o mundo? Incontestável situação de dúvida, convenhamos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Tempos de voracidade: quais os limites entre competição e agressividade?

É engraçado parar para pensar no quanto essa tal 'globalização' construiu uma dicotomia quase que irreversivel na sociedade atual.A atmosfera essencialmente capitalista que permeia o homem, o faz viver nos trilhos do "vencer a qualquer custo" em todas as areas de sua vida.Não aprendemos a perder. Seja no trabalho, nos relacionamentos afetivos ou no simples jogar dos dados, a espectativa de sobrepor-se ao outro prevalece invariavelmente, de modo que o que era pra ser uma relação salutar torna-se uma ávida busca pela  vitória, nao sabendo assim atuar em terrenos de perda ou adversidades.E o pior é que a a mídia, nossa 'grandiosa' genitora da cultura de massa, contribui substancialmente no processo de coisificação humana, cristalizando o sentimento de coletividade social e estimulando a competição exacerbada e sem parametros.