quinta-feira, 21 de maio de 2015
Aprender com os ciclos
Embora muitas vezes o caminho pareça tortuoso, árido e impermeável às nossas vontades e expectativas, os maiores aprendizados ocorrem quando somos colocados face-a-face com nosso verdadeiro "ser", e todas as virtudes e defeitos, medos e ambições, que de fato, fazem parte de nós. Assim como a natureza respeita o tempo de escassez e grandes esforços com resignação e paciência, também deveríamos ter uma postura confiante diante dos desafios impostos pela vida. Tenhamos a resiliência das árvores, que mesmo se encurvando durante uma ventania, no cessar da turbulência retorna a sua condição natural. Ser forte vai além do aspecto físico, ser forte é ter em si uma enorme vontade de vencer, seja qual for a situação, é acreditar até o fim que podemos fazer algo pra tornar a realidade mais leve, por mais difícil que pareça, é crer na grandeza do Universo, como a sabedoria superior que rege todas as coisas, e que nos resgata do abismo ilusório do ego, com uma luz no fim do túnel, ou em outras palavras, a resposta que buscamos para uma determinada situação. A verdade é que precisamos respeitar os ciclos da vida, eles são necessários. Essa aparente “dança da vida” é o que nos faz continuar caminhando. Está tudo em movimento, um eterno movimento, que oscila entre caos e ordem, e assim segue. Somos como um pedaço de carvão bruto na natureza, que ao longo de sua existência vai se transformando em um lindo diamante, mas não sem antes passar por diversas condições climáticas, variações de pressão, desgastes, ajustes, tempestades de vento, sol, chuva, poeira e primaveras! Somos lapidados a todo instante, sejamos gratos pela oportunidade de aprender com as situações que exigem um pouco mais de nós! Um pouco mais de paciência, de tolerância, de compreensão, equilíbrio e amor ao fazer as coisas, isso muda tudo. Tempos difíceis são “professores” na escola da vida, que nos conduzem para o melhor que podemos ser, para nós e para os outros!
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Linha da vida
Aos olhos de cada um o mundo se apresenta com um encanto particular.Há quem enxergue cores por trás de um dia cinza e retire lições importantes de situações corriqueiras.A vida é um leque de possibilidades, e se oferece tão bela quanto o coração de quem a desfruta ou tão amarga quanto o olhar de quem a desperdiça.Criamos nossa realidade.Intenções,pensamentos e ações devem estar em sintonia para que as ideias do plano sutil se manifeste no plano material.Trocamos energia o tempo todo com o meio, portanto, sempre existe a possibilidade de transformarmos nossa realidade,com bons pensamentos,boas vibrações e presença de espírito.Seja inteiro,preze pela sua realização pessoal e transborde, o mundo precisa de sentimentos nobres.Cade ser é único e perfeito em suas imperfeições.Caminhamos todos em direção a evolução do ser.Cada um no seu tempo e do seu modo.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
A beleza do acaso
Sabe aqueles momentos em que a vida te surpreende de forma inesperada? Aquela sensação prazerosa de que o acaso sorriu pra você? Aquele dia em que você sai de casa com certos roteiros prontos e de alguma forma o universo te tira da rotina te submetendo à experiências que tocam a alma? Estou falando de "serendipity", um termo criado por um escritor americano que consiste, essencialmente, em fazer descobertas positivas sem estar procurando.Uma música nova que te emociona, uma conversa alto astral com alguém que você acabou de conhecer, um caminho diferente que te leva a um novo destino, um imprevisto no trânsito que te faz conhecer alguém especial, experimentar algo que nunca comeu antes e descobrir que é sua comida preferida.Enfim, os encantos que determinadas situações despertam em nós é fruto da imprevisibilidade da vida, e essas reviravoltas inesperadas preenchem-nos de prazeres sutis e edificantes.E cá entre nós, como é bom fazer novas e boas descobertas né?! rs
A capacidade de perceber e tirar proveito de um evento fortuito promissor requer uma mente alerta e flexível.Estar aberto às surpresas que a vida tem a nos oferecer todos os dias é uma excelente oportunidade de passar a enxergar o mundo como um eterno leque de possibilidades, que sempre encontra uma maneira de descortinar nossos paradigmas e enriquecer nossos olhares perante à vida !!! quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O poder do amor
Todos os olhares que já dei para a vida me fizeram alimentar uma certeza: o amor é a única força capaz de transformar o caos em ordem, a tristeza em alegria, o cinza em arco-íris, a mágoa em perdão, tempestade em bonança.As experiências que trago na bagagem me afirmam sempre isso, mesmo na pior das hipóteses, me fazem pensar bonito. Meus olhos brilham em saber que ainda que estejamos rodeados de problemas que tentam nos tirar do eixo, sempre há um solo ávido por fertilizar a semente do amor.Sim, o amor é a arma mais poderosa que dispomos hoje para efetuar algum tipo de transformação pessoal ou coletiva, o amor é o combustível da vida, onde quer que ele se faça presente, é sempre contagiante!
domingo, 24 de agosto de 2014
Punição, violência urbana e direitos humanos: conceitos conciliáveis?
Analisando os pilares que sustentam hoje o âmbito legislativo, nota-se uma certa "disritmia social" quando se busca encontrar um consenso coerente entre justiça e punição.Na Idade Média era comum presenciar execuções e atos de violência urbana sendo realizados publicamente, a famosa 'guilhotina' foi por muito tempo uma ferramenta de fazer "justiça com as próprias mãos". Apesar de muitos países adotarem a pena de morte como punição para determinadas ações, é demasiado extremista acreditar que tirar a vida de alguém é sinonimo de progresso para a justiça.Buscar um equilíbrio de forças que controle as patologias sociais sem ferir a integridade individual é o embrião da conciliação moral, social e política da qual carecemos.
Temos a sensação de que o mundo tem se tornado cada vez mais violento ao longo dos anos, mas esse choque de realidade aponta nitidamente que o crescimento desenfreado dos centros urbanos e negligencia política e social que se submetem as maiorias são um forte fator responsável.Salta aos olhos que desde de que a filosofia do capitalismo tomou as rédeas do ocidente, as mazelas sociais e os crimes protagonizam o teatro social.Acontece que a grande quantidade de atrocidades, assassinatos e violências nas ruas tem catalisado a imponderabilidade social, e essa indignação tem pressionado as autoridades para que estes atuem contra os responsáveis da desordem que amedronta a todos.
Temos a sensação de que o mundo tem se tornado cada vez mais violento ao longo dos anos, mas esse choque de realidade aponta nitidamente que o crescimento desenfreado dos centros urbanos e negligencia política e social que se submetem as maiorias são um forte fator responsável.Salta aos olhos que desde de que a filosofia do capitalismo tomou as rédeas do ocidente, as mazelas sociais e os crimes protagonizam o teatro social.Acontece que a grande quantidade de atrocidades, assassinatos e violências nas ruas tem catalisado a imponderabilidade social, e essa indignação tem pressionado as autoridades para que estes atuem contra os responsáveis da desordem que amedronta a todos.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
O despertar feminino
Percorrendo os trilhos que balizam a evolução do papel das mulheres ao longo de décadas, não há dúvidas de que a luta por uma consciência autônoma sempre foi o cerne daquilo que chamamos hoje de "feminismo". A figura da mulher foi por muito tempo sinônimo de inferioridade, vítima de um molde de sociedade em que o homem era a matriz, o poder e a ordem.Desde a Revolução Industrial observamos a presença de movimentos emergentes que buscavam a emancipação da mulher, que começava a derrubar o véu da alienação doméstica e social da qual eram submetidas.A luta progressiva por espaço e valorização do gênero se efetivou entre meados do século XX, e vem se mantendo viva até hoje.A mulher contemporânea é o reflexo de que assim como os homens, ou até mais do que eles, o sexo feminino tem potencial suficiente para fazer suas próprias escolhas e ter autonomia sobre sua vida.Trabalhar, cuidar da casa e ter sua independência não são mais forças que se anulam, pelo contrário, tem sido uma constante cada vez mais presente na vida das mulheres.Avante!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Onde voce esconde seu preconceito?
Percorrendo os trilhos que balizam a história do homem, uma conclusão é certa: o preconceito sempre existiu.Tal afirmação se sustenta com base no pilar mais básico de construção de uma nação: a cultura social.A noção de superioridade de uma etnia sobre outra marca as páginas da história desde o período colonial, e se arrasta por muito tempo pelo imaginário do homem, que enrijecido pelo ego continua a apontar o negro como ser inferiorizado.Enquanto tratarmos o
preconceito com soluções isoladas, ele continuará
existindo.O velho e autônomo preconceito racial possui raízes profundas.
Habitualmente costuma-se dizer que o negro no Brasil tem uma espécie de "crédito" com a sociedade(que se consagra branca). Isso em partes é uma afirmação coerente, levando em conta as memorias dolorosas deixadas em nossos antecedentes no período da escravidão e do tráfico negreiro.Sem dúvida foi um período de muita injustiça social e desumanização do povo negro.Sem contar nas inúmeras condutas que ratificavam a segregação racial.Não é que a geração de hoje carregue a culpa de uma realidade que o passado evidencia mas naturalmente esse sentimento de "piedade" permeia entre nós.E mesmo que digamos que não, sempre nos encontramos em estado de melindre ao lidar com um negro, o que é algo totalmente ilogico, se pensarmos que nao existe distinção fisiologica entre nós seres humanos. Somos todos feitos de "corpo, alma e coração".Gilberto Freyre disse uma vez que a miscigenação era um processo antigo de enriquecimento racial no intuito de abrir os olhos de uma sociedade sufocada por conceitos e valores absolutos.Não tenho dúvida de que o respeito mútuo construiria uma só nação, mas o preconceito interrompe esse fluxo, fragmentando essa nação em raças,etnias,povos.Caminhamos contra a maré da democracia moral.
Habitualmente costuma-se dizer que o negro no Brasil tem uma espécie de "crédito" com a sociedade(que se consagra branca). Isso em partes é uma afirmação coerente, levando em conta as memorias dolorosas deixadas em nossos antecedentes no período da escravidão e do tráfico negreiro.Sem dúvida foi um período de muita injustiça social e desumanização do povo negro.Sem contar nas inúmeras condutas que ratificavam a segregação racial.Não é que a geração de hoje carregue a culpa de uma realidade que o passado evidencia mas naturalmente esse sentimento de "piedade" permeia entre nós.E mesmo que digamos que não, sempre nos encontramos em estado de melindre ao lidar com um negro, o que é algo totalmente ilogico, se pensarmos que nao existe distinção fisiologica entre nós seres humanos. Somos todos feitos de "corpo, alma e coração".Gilberto Freyre disse uma vez que a miscigenação era um processo antigo de enriquecimento racial no intuito de abrir os olhos de uma sociedade sufocada por conceitos e valores absolutos.Não tenho dúvida de que o respeito mútuo construiria uma só nação, mas o preconceito interrompe esse fluxo, fragmentando essa nação em raças,etnias,povos.Caminhamos contra a maré da democracia moral.
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